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Nunca se viajou tanto no Brasil. Saiba o porquê!

O brasileiro está viajando mais. Nunca se viajou tanto. O mercado de turismo no Brasil nunca esteve tão aquecido.

Mas por quê?

A  Sondagem ao Consumidor – Intenção de Viagem, pesquisa elaborada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Getúlio Vargas para retratar a expectativa das famílias brasileiras de consumir os serviços relacionados ao turismo, nos forneceu dados bem interessantes e precisos para comprovar isso.

Veja só:

  •  24,3% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos 6 meses, contra 22,5% no ano passado. Houve aumento em todas as faixas de renda, não apenas nas mais abastadas.
  • Desse percentual, 80,3% pretende se aventurar em destinos nacionais, contra  77,6% no ano passado. Ótimo dado para nossa economia.
  • Enquanto ano passado o avião era o meio de transporte escolhido por 51,8% desses viajantes, este ano será o meio de transporte de 56,8% deles.
  • A região do Brasil preferida para essas viagens é um tanto óbvia, a região Nordeste, dotada de belezas que você não encontra em lugar nenhum do mundo. O Nordeste aparece como destino em 48% das intenções de viagem dos brasileiros, contra 25,3% da região Sul, 19,2% da região Sudeste, 4% da Centro-Oeste e 3,5% da região Norte.

Uma pesquisa realizada pelo site de reservas de hostels, o Hostelworld, mostra que os brasileiros tem optado cada vez mais por viajar por mais tempo e conhecer diferentes destinos.
Entre 2010 e 2014 o número de brasileiros que viajou por muitos dias, com diversos países no roteiro, teve um aumento de 7% para 21%, de acordo com o site.

 

O que está acontecendo?

Essas pesquisas refletem a realidade: estamos viajando mais. Uma tendência que cresce aqui no Brasil e no resto do mundo.

 

Mas qual é o motivador dessa tendência? Por que o brasileiro está viajando mais?

Queremos saber quais os fatores que motivam essa tendência. O que está por trás do lucro recorde da CVC , da rápida ascensão da Startup Airbnb e do aquecimento do mercado de turismo no Brasil e no mundo como um todo?

É claro que a resposta não é exata, mas pesquisamos minuciosamente esses fatores e levantamos algumas razões do porquê nunca se viajou tanto. Veja quais são:

 

1- Acessibilidade: é possível fazer tudo pela internet

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Há 20 anos, uma viagem era planejada indo até a agência ou operadora de turismo mais próxima, escolhendo dentre pacotes disponíveis e pronto. A indicação de amigos e dos profissionais da agência de turismo ajudavam na escolha do roteiro, bem como na escolha de hotéis, pontos turísticos e restaurantes.

Com alguma sorte você via fotos do hotel em impressos e de alguns pontos turísticos em revistas, jornais e na televisão.

Meio de pagamento? Dinheiro, à vista.

Comparação de preços? Só se você visitasse fisicamente outras agências e operadoras. Isso SE tivesse em sua cidade muitas opções de agências e operadoras.


Impressionante como tudo isso mudou.

Hoje em dia, no Brasil e no mundo, você consegue planejar e reservar toda a sua viagem apenas com um smartphone na mão, acesso à internet e um cartão de crédito. As agências e operadoras se modernizaram e oferecem inúmeras opções on-line para você fechar sua viagem, como comparação de preços, fotos, vídeos, comentários e avaliações minuciosas de quem já viajou ao local, índices de pesquisa de satisfação, dentre outros. Toda essa informação disponível de forma precisa, rápida e atualizada.

Essa transição acabou criando uma flexibilidade gigante para se pesquisar antes de viajar. Isso instiga as pessoas a conhecerem lugares novos, a pesquisar sobre eles e fazer uma viagem com a qual realmente se identifiquem.

Em poucos minutos e cliques é possível comprar passagens, reservar hotéis, translado para passeio, alugar carro e muito mais. E você tem milhões de opções de data, local, roteiro, bem na sua frente. Isso seria inacreditável alguns anos atrás.

Sim, viajar ficou bem mais fácil.

 

2- Viva a informação!

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A internet melhorou muito nossa experiência ao viajar.

Hoje temos acesso a inúmeros sites e Blogs de Viagem com opiniões, roteiros, comentários e claro: infinitas fotos de lugares e pontos turísticos. Isso influencia e cria no consumidor um desejo maior por viajar. Está tudo explicadinho: o que deve fazer, quando custa, onde é mais barato, onde é mais legal…

Essas dicas são dadas tanto por especialistas, ou por quem já viajou ao local.

 

O que não falta são opções.

O estudo feito pela Expedia, empresa de viagens que efetua reservas em todo o mundo, revela que as redes sociais têm uma grande influência na escolha do destino de férias. Por essa razão, são influenciados pelo que leem nos blogs e fóruns de viagens, vídeos do Youtube, sites especializados do setor e nas páginas em redes sociais das agências de viagens e companhias aéreas.

“Estamos entrando em uma nova era onde as pessoas utilizam com fluidez a área de trabalho, o telefone, o tablet, até mesmo wearables enquanto sonham, planejam, reservam e, por último, realizam a sua viagem”, disse Dara Khosrowshahi, presidente e CEO da Expedia, Inc. e Expedia Worldwide. “Os viajantes não estão apenas pesquisando e reservando viagens no celular, mas também estão elogiando as suas refeições, queixando-se dos provedores e capturando cada detalhe da viagem. Este é o novo ‘normal’ quando se trata de viagens. Nós optamos por observar de perto os hábitos relacionados a diversos dispositivos, entre viajantes a lazer e negócios em todo o mundo a fim de entender melhor como a tecnologia está sendo usada durante toda a viagem, para que possamos continuar a proporcionar experiências móveis contextualmente relevantes.”

Realmente, viva a informação!

 

3- Posso pagar em quantas vezes?

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Com certeza esse fator foi determinante para viajarmos mais. Temos mais crédito e poder de compra do que nunca. Para tudo, inclusive para viajar.

Podemos parcelar (sem juros ou quase sem) a viagem inteira, desde passagens, hospedagem, passeios e até pacotes de alimentação. Fora que, junto à onda do uso do cartão de crédito, tivemos uma feliz surpresa: as benditas milhas aéreas, que nos ajudam a…viajar mais. Que felicidade!

Mas não se esqueça de que é preciso ter muito planejamento financeiro para que o cartão de crédito não se torne um vilão, nos fazendo gastar mais do que temos e comprometendo nossas futuras viagens, ok?

 

4- Não é mais tão caro se você não quiser

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O aumento da demanda dos viajantes vinculado à ascensão da tecnologia, deixou nossas viagens mais democráticas. Viajar não é apenas para os mais abastados, pois não sobram opções de viagem.
Hoje em dia todos podemos viajar, basta ter planejamento financeiro e pesquisar bastante.

Você pode ir viajar para uma cidade no litoral e gastar R$ 300 ou R$ 5.000, por exemplo.

O gasto que terá dependerá do seu meio de transporte, de onde ficará hospedado, que passeios irá fazer e do que vai comer por lá. Você pode ficar em um resort 5 estrelas All Inclusive, em um Hostel compartilhando o seu quarto com mais 10 pessoas ou em um modesto apartamento.

Poderá comer lagosta, picanha ou sanduíche de presunto, tudo dependendo de suas condições e orçamento.

O importante é não deixar de viajar!

 

5- A Internet das Coisas já chegou no turismo

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Segundo o relatório The Internet of Things: What Travel and Hospitality Marketers Need to Know Now, da eMarketer, ligar dispositivos inteligentes a pessoas e sistemas, está permitindo  às empresas de turismo entregar experiências aprimoradas ao usuário.

Ou seja, a Internet of Things, ou Internet das Coisas, está tornando o mercado mais competitivo e orientado às necessidades do viajante, através de novas funcionalidades, recolhimento de grande quantidade de dados e da rápida transformação de informação em ação. A IoT já está presente na vida dos viajantes, por meio de hospedagem inteligente, monitoramento de bagagens e aviões, por exemplo.

Veja mais em: Como a Internet das Coisas (IoT) melhorará a experiência dos viajantes

 

6- Economia Compartilhada

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Economia Compartilhada (do inglês Sharing Economy) é a prática de dividir o uso ou a compra de serviços. Essa prática é facilitada nos dias de hoje, principalmente, por aplicativos que possibilitam uma maior interação entre as pessoas.

“O fato das pessoas estarem conectadas e poderem ‘criar’ serviços visando lucro ou não altera muitos dos paradigmas econômicos — e nos desafia também a entender como será a economia nos próximos anos”, diz Cláudio Carvajal, coordenador do curso de Administração da FIAP.

 

Airbnb e Uber já são plataformas bem conhecidas e muito utilizadas por viajantes do mundo todo, todavia, nos últimos tempos estão mais fortes do que nunca aqui no Brasil.

 

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Mas há muitas outras plataformas disponíveis e sensacionais, baseadas no mesmo conceito, que visam um objetivo comum: facilitar cada vez mais a vida do viajante. São eles:

 

Bla Bla Car – Plataforma de caronas

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Couchsurfing – Hospedagem para Visitantes

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BoatBound
– Aluguel de Barcos por vários dias

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Viator – Contratação de Passeios e Guias

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Eat With Me – Permite que o viajante localize as melhores rotas de transporte público, incluindo horários de chegada e tempo de duração.

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DogHero– Aplicativo que disponibiliza anfitriões para ficar com o seu cachorrinho enquanto você viaja.

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As coisas materiais estão deixando de despertar o interesse das pessoas. Para que ter um carro se você pode usar o transporte público, táxi, bicicleta ou Uber? Sobretudo nas grandes cidades, há alternativas ao uso do transporte motorizado próprio.

Para que comprar uma casa em um lugar lindo para poder descansar, um apartamento na praia, uma chácara para os finais de semana, se você pode, através de plataformas como Airbnb, encontrar hospedagem de acordo com seus requisitos em qualquer lugar do Planeta?

Se já viajou para uma cidade, é hora de conhecer outra completamente diferente. E não seguir a onda daqueles que viajam para o mesmo lugar todos os anos.

 

7- Mudança de comportamento da nova geração

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Deixamos os jovens por último, pois essa mudança de comportamento é um fator de extrema importância para entendermos por que o brasileiro – e o resto do mundo – está viajando mais. Voltando à pesquisa da FGV e Ministério do Turismo, se o índice das pessoas no Brasil que pretendem viajar nos próximos 6 meses é de 24,3%, entre os jovens com faixa etária de até 35 anos, esse índice aumenta para 26,3%.

A estatística fica ainda mais impressionante se pensarmos que pessoas nessa faixa etária possuem menor renda, podem estar em início da carreira e possivelmente com muitas atribuições financeiras (estão comprando a casa própria ou pagando aluguel, comprando carro, tendo filhos, etc).

Pela lógica natural, os aposentados que viajariam mais, pois possuem tempo livre e maior renda. Além de, teoricamente, terem menos obrigações financeiras e dependentes.

 

Então, por que os jovens viajam mais? 

Os jovens viajam mais devido a todos os motivos que listamos lá em cima (com destaque especial para a Internet e a Economia Compartilhada, muito popular principalmente entre os jovens), mas também por motivações especiais que só iremos entender se analisarmos a geração de forma mais delicada, para constatarmos que o jovem de hoje não é o mesmo jovem de 30 anos atrás. O mundo mudou e essa geração também.

 

Prazer, nós somos os Millennials!

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Já ouviu falar nos Millennials? Provavelmente sim, até porque esta geração está na boca do mundo.

Estou me referindo aos nascidos entre 1981 e 1995, ou seja, aos jovens que se tornaram adultos com a chegada do novo milênio e durante um período de grande prosperidade econômica.

Em 2015, os ”millennials” viajaram 3 vezes mais do que qualquer outro grupo etário, de acordo com o MMGY Global 2015 Travelers. Esse grupo foi responsável por 20% de todo o turismo internacional, totalizando em aproximadamente 200 milhões de viajantes. E as previsões apresentam que até 2020, serão 320 milhões de viagens internacionais.

Mas por que essa nova geração já viajou tanto e ainda está viajando o mundo ao invés de financiar sua casa própria, comprar o carro do ano, dedicar-se à carreira, casamento e filhos?

A resposta é simples.

 

Os Millennials estão à procura de experiências, ao invés de acumular coisas. Estão à procura de memórias. Inclusive, eles sentem que não há porquê esperar os “anos dourados” para viver intensamente e conhecer o que o mundo tem a oferecer. Isso pode ser observado em todos os setores do mercado.

Nos Estados Unidos, jovens de até 35 anos são conhecidos como ”a geração dos alugadores”. Alguns sociólogos tem certeza de que isso acontece pois os jovens de hoje estão mais atentos, sabendo que podem enfrentar crises financeiras e, por isso, temem fazer grandes financiamentos. O que não está muito diferente aqui no Brasil.

Mas isso não é o principal.

 

O fundamental é que a ”geração Y” se diferencia da geração de seus pais quanto aos valores. São muito diferentes.

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Os jovens redefiniram sucesso. Antes, dizia-se que alguém de sucesso era aquele com casa própria e pelo menos um carro. Mas sucesso agora para eles é quem viajou o mundo, viveu inúmeras experiências, enfrentou medos, desafios e ousou. Tem sucesso aquele que aproveita a vida. (Não que constituir família, comprar carro, subir na carreira e ter filhos não sejam mais vistos como ter sucesso – porém não é mais essencial como era na época dos nossos pais).

Jovens vem deixando conscientemente de comprar bens móveis e imóveis,  preferindo também horários de trabalho mais flexíveis, independência econômica e geográfica ao que antes era tido como prosperidade e estabilidade.

Se vamos nos aposentar com 60 anos (?), por que esperar até lá e guardar dinheiro, se podemos viajar no próximo final de semana para a praia com os nossos amigos? Para que comprar um carro novo se há como ir trabalhar de Metrô ou Uber e com o dinheiro que sobrar pode-se fazer um mochilão pela Europa? Viajou para um intercâmbio ao invés de comprar um terreno? Ok, nós te entendemos.

Muitos preferem experiências imediatas ao invés de economizar trocados para uma aposentadoria que talvez nunca chegue. Do que acumular bens que ficarão de herança para as próximas gerações.

É por isso que o jovem nunca viajou tanto. É por tudo que falamos que nunca se viajou tanto no Brasil e no mundo. E a tendência é aumentar.

 

E aí, o que achou? Depois de todos essas facilidades, que tal planejar sua próxima viagem?
Siga e conte sempre com as dicas e sugestões do Blog Trackage.

Até a próxima!

 

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3 comentários em “Nunca se viajou tanto no Brasil. Saiba o porquê!

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