fbpx

O avanço da inovação na Logística

Novas tendências aliadas à Indústria 4.0

O avanço da tecnologia vem trazendo inovações a todos os setores da economia mundial. Esse avanço automatiza cada vez mais os processos que antes eram manuais, tornando-os mais eficientes e menos propensos a falhas. A transformação digital, nome dado à nova revolução industrial que marcou a passagem para o século XXI, vem se intensificando não só por sua adoção mas também pelos crescentes investimentos em negócios digitais. Hoje, não investir nessa transformação é ficar no passado e tentar sobreviver com um negócio que tende a ficar para trás.

Isso tudo não poderia ser diferente em um dos setores que tem crescido exponencialmente no último ano: a Logística. A inovação na Logística chegou não só para automatizar, como para otimizar e agilizar processos, para serem cada dia menos passíveis de erros. Esse processo recente tem um novo nome: a Logística 4.0.

Logística 4.0

O termo tem origem na chamada 4ª Revolução Industrial, a inovação na logística trouxe consigo tecnologias como a automação de processos, internet das coisas e computação em nuvem, entre outras. Todas essas tecnologias foram aplicadas à logística, gerando ganhos que vêm mudando completamente a competitividade no mercado.

Um dos principais objetivos da logística 4.0 é trazer mais velocidade e otimização. Podemos também citar outros que cumprem com esses dois pontos, como produção em larga escala, entregas cada vez mais rápidas ao consumidor, personalização de produtos e supply chain alinhado com as demais demandas da empresa. Como fundamento disso tudo, vem também a redução de custos.

Para cumprir com esses objetivos, novas tecnologias foram adotadas pelas empresas mais engajadas em inovação na logística. São elas:

  • IoT, ou internet das coisas, que consiste em tornar objetos mais inteligentes e capazes de se comunicarem entre si
  • Inteligência artificial, tornando máquinas independentes para tomar decisões
  • Cloud computing, ou computação em nuvem, que permite a virtualização e escala de serviços na internet ao invés de servidores empilhados no antigo CPD
  • Big data, que concentra e reúne o conjunto de dados da computação em nuvem em uma única plataforma que todos possam acessar e analisar
  • Digital twin, ou protótipos digitais, que nada mais são do que cópias digitais de objetos ou processos reais, passíveis de simulações e experimentos
  • Machine learning, ou aprendizado da máquina, para que a mesma possa trabalhar de forma autônoma
internet das coisas tudo o que você precisa saber


Digitalização como parte da inovação na logística

Os processos logísticos passam então a tomar outro caminho com a digitalização. Ela surge como uma necessidade para acompanhar o avanço tecnológico e a inovação na logística – assim, os processos que antes dependiam tão e unicamente de pessoas passam a dar lugar para a automação.

Quando trazemos a automação para dentro da cadeia de suprimentos, encontramos tecnologias e sistemas que chegam justamente para otimizar e agilizar esses processos. Além disso, podemos mensurar os resultados com precisão e confiabilidade – ações que não eram tão simples antes, com a execução manual e registro tradicional de dados em papéis ou planilhas.

Isso não significa que a mão de obra humana tende a ser erradicada. Pelo contrário, ela deverá acompanhar a inovação na logística e se aperfeiçoar, lidando melhor com dados e auxiliando nas tomadas de decisão. Ao trazer essa realidade para a logística, é fácil encontrar sistemas digitais como:

  • ERP, também conhecido como sistema de gestão corporativa. Trata-se de um software para controle financeiro sobre entrada e saída de pedidos, dados fiscais de fornecedores, emissão de notas e controle de estoque, entre outras áreas críticas da gestão de uma empresa
  • WMS, ou sistema de gestão de armazém. Um software que controla todo o conteúdo do armazém e as atividades envolvendo produtos e estoque
  • YMS, ou sistema de gestão de pátio. Trata-se de um sistema para otimizar as atividades de carga e descarga em centros de distribuição logística
  • TMS, ou sistema de gestão de transportes, que atua no gerenciamento de frotas, cargas e veículos no transporte de mercadorias

Como se vê, a digitalização está abrangendo cada vez mais atividades de uma ponta a outra da cadeia de suprimentos. Isso gera um problema que não era tão sensível antes, mas que acabou se tornando crítico para a nova cadeia de suprimentos: como controlar de forma clara todos esses sistemas e dados, podendo atuar de forma pontual e certeira quando algo dá errado?

logística 4.0 da gestão a otimização da cadeia de suprimentos


Visibilidade de ponta a ponta no supply chain

A nova geração de sistemas não só otimiza e automatiza processos, mas também reúne muitos mais dados sobre a operação logística tradicional. Para entender como tudo está encadeado e saber aproveitar bem toda essa informação, é preciso ter uma visão clara do todo e ser capaz de monitorar diferentes etapas do processo completo em tempo real. O nome que damos a essa capacidade é a visibilidade de ponta a ponta na cadeia de suprimentos.

Sistemas que trazem essa visibilidade vão desde o lado financeiro, atendimento, controle interno de armazém, gestão de pátios e docas e chegam até a ponta dos transportes. Com isso, os gestores ganham uma capacidade nunca vista antes de analisar gargalos de processo, identificar falhas e suas causas, definir ações de melhoria e planejar projetos de expansão.

O WMS, por exemplo, automatiza os processos de picking, separação, conferência e armazenagem de produtos no armazém. Graças às tecnologias do RFID e RTLS, é possível usar a leitura de dados para inventariar e encontrar os produtos no armazém de forma muito mais rápida que verificando visualmente a posição nas prateleiras. Além disso, um gestor pode avaliar constantemente os níveis de estoque para garantir o abastecimento correto de seus produtos – assim, não há falta ao atender a demanda e nem o armazenamento de excessos, evitando perdas e desperdícios. Tal visibilidade elimina erros de contagem humana, uso de pranchetas de controle para conferência e recebimento de produtos. Ela também agiliza o picking e separação graças à facilidade de apontar um leitor eletrônico para uma pilha de caixas e rapidamente obter uma leitura automática de todo o material – o que evita as separações errôneas e elimina gastos na procura de produtos.

Já o YMS, uma inovação na logística mais recente para gestão de pátio, traz visibilidade a todas as operações do pátio e docas. Acostumados com a operação tradicional de carga e descarga, os operadores e gestores ficam muito animados e surpresos com o retorno imediato de uma boa gestão de pátio. Com o YMS, é possível controlar as operações desde antes do motorista chegar ao pátio até o momento de sua saída. O YMS controla o tempo de permanência, de direcionamento para a doca e tempo de carga e descarga. Além disso, é possível saber a localização em tempo real do veículo no pátio. Também é possível analisar os processos nas docas, uma vez que o agendamento eletrônico traz previsibilidade para a rotina diária de cargas e descargas. Tudo isso pode ser integrado a outros sistemas, como o próprio WMS (para separação de produtos e recebimento) e o TMS (para o despacho e emissão de notas fiscais).

O TMS, por sua vez, permite acompanhar todo o processo de transporte e já é amplamente difundido no mercado logístico. A novidade trazida pela Logística 4.0 para os transportes, ainda fornecida por poucas empresas no mercado, é a capacidade de avaliar em tempo real as condições da carga coletadas automaticamente em qualquer ponto do trajeto. 

Rastrear as condições da carga é uma atividade crucial para gestores que precisam monitorar a temperatura do baú, serem informados de impactos em caixas ou sobre a violação da embalagem. É possível também monitorar a viagem do motorista: imagine ter certeza a qualquer momento que sua carga sensível está sendo transportada dentro da velocidade média esperada e sem indícios de direção perigosa. A capacidade da rastreabilidade é uma mudança radical, tornando possível evitar engarrafamentos e multas, prever mudanças de rota e até mesmo detectar situações de furtos e assaltos.

É por esses e outros motivos que a inovação na logística e a digitalização desses processos no supply chain permite visibilidade de ponta a ponta nas operações. Isso agiliza cada vez mais os processos logísticos e minimiza falhas, acidentes e imprevistos de trabalho. 

Sim, existem empresas que nem mesmo conhecem essas tecnologias. Existem muitos operadores que claramente verbalizam um mantra: “sempre foi assim: carrega e descarrega, em 20 anos nunca conseguimos melhorar de verdade nossa operação logística”. Já outros gestores acham que o investimento na digitalização é alto, sem pensar nos ganhos que rapidamente vão compensar o que foi investido. O que eles ainda não perceberam é que hoje, a busca pela eficiência logística é chave para o crescimento. Gestores que não atualizarem suas operações verão cada vez mais concorrentes tomando a dianteira.

O fato é que as operações logísticas têm um grande trabalho de casa a fazer… porque as novas ferramentas digitais não só proporcionam o aumento na produtividade, mas também geram as condições para se combater gargalos, planejar a expansão da operação e consequentemente obter mais receita. Imagine um coordenador de operação conseguir ampliar em 15% o faturamento da empresa somente pelo controle de processos? É assim que muitos coordenadores e supervisores estão hoje assumindo posições bem mais altas na gestão. Eles encararam o desafio de renovar a forma que a logística era feita, e usaram a digitalização para isso. Com os aplicativos móveis e painéis de indicadores, os sistemas digitais colocam a tomada de decisão a todo momento na palma da mão desse gestor – literalmente.

Análise de dados e Big Data 

Os exemplos de sistemas vistos acabam trazendo uma infinidade de dados sobre cada uma das etapas do processo logístico. É nesse momento que o termo Big Data (grandes conjuntos de dados) apareceu dentro da inovação na logística para explicar estratégias e soluções que reúnem e organizam dados.

O uso do Big Data na logística permite aos gestores analisar, planejar, prever ações e criar projetos. Por exemplo, um armazém com Big Data que usa robótica em suas operações pode disparar alertas das manutenções preventivas para que os gestores se preparem com antecedência para suporte técnico. Além disso, com essa tecnologia de análise de dados se torna possível analisar o nível de produtividade dos armazéns e criar projetos de expansão visando aumentar a acuracidade e atividades na operação.

A própria ferramenta já traz consigo insights para identificar falhas, pontos de melhoria, níveis de estoque, mapeamento e gerenciamento de risco. Com informações já imputadas nas ferramentas, ela colabora para o machine learning. Se unirmos o Big Data a um CRM da empresa, permite-se também trabalhar com a personalização no atendimento de clientes.

É extremamente útil para trazer visibilidade à cadeia de suprimentos de ponta a ponta, aumentando a eficácia do seu trabalho e excelência nas suas entregas.

big data na logística


Entendendo a Logística Elástica

Logística elástica, ou cadeia de distribuição elástica, se refere à inovação na logística em adequar a oferta de acordo com a demanda de mercado. O conceito de elasticidade vem justamente da flexibilidade de uma operação logística ao suprir tanto altas quanto baixas demandas, sem crises ou grandes mudanças.

Por que a elasticidade é tão importante na logística? Se bem implementada, somente ela poderá suprir as demandas de compras em uma nova cadeia de suprimentos que se tornou mais ampla e complexa. Hoje, com a demanda fluida por logística devido à imprevisibilidade do crescimento do consumo, torna-se um grande desafio suprir a demanda adequadamente sem excessos, perdas ou desperdícios.

Não é difícil encontrar empresas que trabalham com um sistema enxuto, reduzindo estoques e adotando políticas de abastecimento just in time. Mesmo assim, isso não significa que essas empresas estejam usufruindo da elasticidade e evitando desperdícios. Quando trazemos esse conceito para dentro da cadeia de suprimentos, é fácil ver que temos uma linha de produção que traz novas demandas internas de abastecimento. A chamada middle mile existe justamente para evitar demoras ou desabastecimentos nas entregas internas entre armazéns em direção ao caminho final até o consumidor (essa sim a famosa last mile). Entender bem e otimizar a middle mile se torna crítico para a implantação da logística elástica.

Trabalhar com esse tipo de inovação na logística consiste em manter armazéns e integrá-los a diferentes centros de distribuição, além de ter fornecedores e terceirizados espalhados em diversos pontos – afinal, só assim as demandas podem ser atendidas e entregues no menor prazo possível, além de garantir que fornecedores necessários para fabricação sempre no local mais próximo. Isso traz mais eficiência e produtividade nas operações.

Para completar, como já vimos, a rastreabilidade e a análise de dados que a tecnologia nos proporciona trazem visibilidade em tempo real da cadeia de suprimentos. Logo, faz parte da elasticidade logística remanejar frotas e entregas de acordo com a necessidade de consumo.

Caso você não saiba, a Amazon pode decidir transportar um produto de um armazém central para outro mais perto de você, antes mesmo de você clicar em “Comprar” – porque a partir da análise de milhões de outras vendas, ela já sabe que você tem grandes chances de acrescentar aquele item ao seu carrinho. Portanto, para obter seu êxito junto às demais tecnologias, a logística elástica carece de automação e investimentos em sistemas automatizados de decisão. Infelizmente, o ser humano não consegue lidar tão rápido para tomar decisões em cima de grandes volumes de dados, e é exatamente a digitalização que permite o nascimento dessa nova logística. 

Gêmeos Digitais

Essa inovação na logística vem sendo amplamente adotada para unir um produto físico a um digital, sem diferenças. Qual a vantagem disso? Quando criamos um produto físico, seja ele qual for, a tecnologia permitia a criação de protótipos para avaliar a eficácia, formas, entre outros aspectos. Mas o gêmeo digital é diferente: ele é uma cópia do produto real, e por isso possibilita a criação de diferentes testes para avaliação no âmbito logístico.

Os gêmeos digitais são uma excelente opção para testar soluções para as empresas. Com eles é possível avaliar melhorias, identificar falhas e encontrar as melhores correções, sem a necessidade de parar uma operação de produção para validar um teste ou uma nova ferramenta.

Eles servem para uma gama de funcionalidades. Por exemplo, é possível criar um gêmeo 3D numa cadeia de suprimentos com todo o layout do armazém. Isso permite a avaliação de projetos de expansão, acuracidade de inventário, aumento de produtividade e implantação de novas ferramentas sem impactar a operação diretamente. No caso dos produtos, o gêmeo digital permite avaliar pontos fracos junto à coleta de dados e permite a avaliação de tendências em seu comportamento.

Os gêmeos digitais também são úteis na gestão e construção de veículos autônomos para o transporte interno de produtos, trazendo eficiência e produtividade dentro dos armazéns. Faça uma busca por vídeos dos robôs da Kiva para entender a amplitude dessa tecnologia na logística.

gêmeos  digitais


A Impressão 3D na supply chain

Os produtos fabricados em impressão 3D têm revolucionado o mercado. Imagine produzir qualquer peça em qualquer lugar a partir de uma receita, e não depender das instalações de uma fábrica e várias etapas de manufatura. Como consequência direta, essa tecnologia transformou positivamente alguns processos dentro da cadeia de suprimentos.

A impressão 3D trouxe grande destaque para a fabricação de produtos de baixa demanda e a personalização de produtos, e isso tem repercutido na economia de armazenagem e transporte. Conheça alguns benefícios que essa inovação na logística já proporciona a muitas empresas:

  • A impressão cobre a manufatura completa, dispensando várias etapas da supply chain (como planejamento, fornecimento, transporte de matérias-primas, entre outras) por já sistematizar consigo o processo completo de fabricação. Exemplos claros são as peças de reposição de carros, para maquinários ou outros itens com baixa demanda. Por serem tão pouco fabricados, não justificam seu armazenamento em volume.
  • Traz economia em diversos aspectos, uma vez que a peça é fabricada através de impressão local (normalmente, fundindo e moldando material plástico em alta temperatura). Isso evita desperdícios com material, diminui a estocagem, reduz custos de transporte e reduz o custo de mão de obra – afinal, com menos etapas de fabricação, menos pessoas serão necessárias para operar as máquinas.
  • Traz vantagem competitiva para as empresas que já fazem uso da impressão 3D. Além dos motivos mencionados, existe também a diminuição dos prazos de entrega. Um pedido que poderia demorar semanas para ser fabricado pode ser criado em poucas horas, ainda mais quando combinado com outras impressoras para atendimento da demanda sincronizadas em um mesmo pipeline.
  • Permite personalização e produtos mais complexos, trazendo uma gama de possibilidades na criação de peças com diferentes formatos e formas geométricas, o que é algo muito difícil e caro de se fazer em um meio tradicional. A personalização permite atender uma demanda de produtos exclusivos e também peças específicas, o que é também uma das exigências do novo perfil de consumo.

Com a finalidade de proporcionar o aumento da satisfação do cliente, que é justamente um dos alvos da Logística 4.0, a impressão 3D vem abrindo novas portas no setor. 

impressão 3D


Veículos autônomos

Mesmo que ainda em fase de testes e operando de maneira restrita, muitas empresas têm apostado nos veículos autônomos como uma grande inovação na logística. Atualmente, podemos ver retratados na mídia diversos testes com o uso de drones, seja para entregas de última milha ou dentro de armazéns e pátios.

Os avanços têm sido promissores, uma vez que os veículos autônomos terão impacto muito forte na logística. Essa tecnologia permite rastreamento do veículo em tempo real, controle da velocidade média, sensores para paradas obrigatórias, atendimento a semáforos, cuidados com pedestres e outros carros nas vias. Ela também avalia a situação e condições do veículo para realização de manutenções preventivas.

Isso implica na diminuição de custos com motoristas, diárias, estadias e alimentação, pois um veículo autônomo pode fazer uma rota distante sem realizar paradas – basta configurar sua rota e ponto de destino. Outra vantagem se refere à economia de combustível, pois esses veículos fazem uso de energias alternativas, colaborando para a sustentabilidade do planeta.

O uso desses veículos também impacta na redução de custos com manutenção, uma vez que se tem controle total da direção do veículo. Como o veículo usa energia alternativa, seu controle de consumo também é configurável para estabilizar o gasto durante as viagens. Tudo isso faz desses veículos uma inovação iminente que trará grandes benefícios à logística: redução de custos, agilidade, mais eficiência e redução nos prazos de entrega.

Como toda novidade, existem fatores de preocupação para implementação dessa inovação na logística. São eles:

  • Preparo e treinamento de gestores, coordenadores, supervisores e equipe operacional
  • Adaptação das vias para circulação dos veículos autônomos
  • Manutenção preventiva para minimização de falhas que comprometam a vida de terceiros.
veículos autônomos


A Nova Robótica

A automação da logística, assim como a digitalização de processos, envolve também a inserção da robótica para substituir tarefas humanas. Com o sucesso de investimentos de robôs na indústria, a logística não poderia ficar de fora, visto que isso representaria aumento de produtividade, mais agilidade e diminuição de falhas nos processos.

Investir em robótica para as operações do armazém configura uma das tendências para os próximos anos. Embora algumas empresas já tenham adotado robôs em suas operações há décadas, essa ainda não é a realidade para a maioria das empresas.

Aderir aos robôs configura em altos investimentos, treinamento de equipes, readequação de processos e manutenção contínua. Mas é um investimento que vale a pena: uma produção robotizada pode aumentar a produtividade de um armazém em cinco vezes mais, e reduzir em pelo menos 20% os custos operacionais com pessoal.

Essa inovação na logística disponibiliza diferentes alternativas da robótica estão disponíveis no mercado hoje com diferentes setores e funções dentro do armazém:

  • Transelevadores: servem para coletar e carregar cargas em paletes ou em estantes mais altas
  • Pallet Shuttle: trabalha em conjunto com os transelevadores para auxiliar a carregar e descarregar paletes. Diferente do transelevador, o pallet shuttle é semiautomático e pode ser operado via tablet por um operador
  • Transportadores: são responsáveis por movimentar a carga dentro dos armazéns, transferindo-as para outras áreas
  • Sistema de monotrilho elétrico: é um sistema que opera com a mesma função dos transportadores, porém de forma suspensa
  • Veículos AGV/LGV são veículos guiados automaticamente ou guiados via laser. Eles se comportam como empilhadeiras elétricas, podendo se movimentar pelo armazém para auxiliar nas atividades de carga e descarga.
  • Robôs para picking automático: como o próprio nome já diz, esses braços robóticos trabalham para agilizar o processo de picking, fazendo a separação dos produtos de forma automática.
  • Braços mecânicos: nesse âmbito, um pouco diferente do braço robótico de picking, esse robô auxilia no manuseio de cargas e produtos pesados dentro dos armazéns
  • Robôs para embalagem para agilizar o processo de alocar os produtos nas caixas e embalar para despacho

A robótica na logística já é vasta e conhecida pelas empresas, mas ainda que a tendência seja mais robôs integrando o dia a dia das operações, o futuro 100% automatizado não é provável. O que muitos especialistas da área apontam é para um futuro semi-robótico, pois ainda será necessária a intervenção humana para operar e programar máquinas.

robótica na logística


Logística Verde

Em meio a tantas inovações, a preocupação com a sustentabilidade tem sido tema mundial. A logística não poderia ficar de fora, uma vez que colabora com poluentes diariamente.

Dessa forma, a inovação na logística passou a despertar melhor a consciência e novos propósitos que vão além do tradicional na Logística 4.0. A preocupação com o meio ambiente reuniu diversas soluções, todas elas denominadas de logística verde.

Os veículos autônomos são parte dessa solução por usar fontes de energia alternativas, inibindo o uso de combustíveis prejudiciais ao meio ambiente. Outra solução que tem ganhado espaço atualmente é a disseminação do uso de frotas de veículos elétricos.

Indo além da emissão de gases poluentes do transporte rodoviário, a logística verde também considera a diminuição de poluentes emitidos por indústrias e fábricas, além dos poluentes oriundos de transportes aquáticos e aéreos.

Como se vê, a tecnologia também evolui para preservar o ambiente em que está inserida. Isso inclui ações como o investimento em reciclagem, fabricando produtos com embalagens reutilizáveis e recicláveis, diminuindo os impactos negativos na natureza.

A gestão de recursos da logística verde vai ainda além. Você sabia que para produzir uma folha de papel A4 gasta-se 10 litros de água, e produzir 10 mil folhas (o que muitas empresas imprimem em um único dia) irá consumir uma árvore inteira? Quando falamos de inovação na logística e tecnologia, investir em sistemas para gerir diferentes áreas da supply chain também colaboram para diminuição do uso de papel e para a economia de recursos como água e energia. 

Como consequência direta, isso tudo representa a diminuição de custos com combustíveis e materiais novos. Com o emprego de embalagens reutilizáveis, a empresa pode aumentar a lucratividade e se posicionar de maneira mais competitiva no mercado por aderir a uma atitude consciente.

Conclusão

O nosso objetivo em escrever este guia foi compartilhar esse tema de inovação na logística, para disseminar o conhecimento e colaborar para melhorar a formação técnica dos gestores logísticos. Eles são o foco da nossa empresa.

A inovação na logística não para. Na Trackage, nós acompanhamos esse mercado de forma muito criteriosa, porque quanto mais entendemos do setor logístico e suas tendências, melhor entendemos as possíveis soluções para a realidade e dores de nossos clientes.

As inovações que descrevemos aqui não estão ainda disponíveis para qualquer empresa, pois exigem investimentos que nem sempre fazem parte do seu mapa de estratégia. Mesmo assim, existem muitas outras tecnologias já amplamente aplicadas, como o Trackage Maestro – o YMS que já otimiza a gestão de pátio em empresas como DHL, 3M e outras – e nossas soluções de rastreabilidade inteligente e monitoramento de ativos. 

Caso você precise planejar melhorias na sua operação logística ou aumentar a produtividade de processos, fale com a Trackage. Nós aplicamos soluções de logística 4.0 com custo competitivo e rápido retorno de investimento, aumentando a qualidade de vida dos gestores para retornarem ao que é importante: planejamento, expansão e aumento de receita.

Siga-nos nas nossas redes sociais para acompanhar mais novidades de mercado!

Deixe um comentário