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Rastreabilidade na logística: por que, como e quando usar

Rastreabilidade é uma palavra grande e um pouco complicada, mas representa um conceito que todos nós entendemos muito bem. Uma coisa rastreável é possível de ser seguida – seja pelo seu rastro propriamente dito (as marcas e mudanças que ela deixa no caminho) ou por ser monitorada ao longo do tempo e caminho (registrando periodicamente sua situação). Então coisas rastreáveis possuem rastreabilidade, e quanto mais informações se tem sobre elas ao longo do tempo, maior a rastreabilidade.

Usando dados de triangulação das torres de telefonia, é possível rastrear um smartphone – e consequentemente, a localização de seu dono. Uma encomenda feita pela Internet quase sempre é registrada quando é trocada de mãos no caminho para seu consumidor – ou seja, o botão “Acompanhe seu pedido” só funciona por causa disso.

Quando aplicamos a rastreabilidade a toda a cadeia de suprimentos, a tecnologia nos proporciona acompanhar um produto com muita precisão. Desde os fornecedores das matérias primas que chegam à fábrica, passando pelos diferentes setores de fabricação e também na distribuição final ao consumidor. Esse é o contexto tratado por esse texto.

Rastreabilidade: por quê?

Na manufatura, a rastreabilidade permite identificar com precisão os processos pelos quais a matéria-prima é manipulada até se tornar um produto acabado. O grande benefício é identificar gargalos nesses processos, falhas de produção e evitar o recall de produtos. A empresa precisa definir em quais passos é necessário ou não implementar rastreabilidade a ponto de identificar um produto específico. Na indústria de consumo, por exemplo, é comum rastrear produtos por um número de lote impresso em sua embalagem.

Outro benefício é poder rastrear e localizar o produto em tempo real, identificando em qual etapa do processo ele se encontra. Isso pode ajudar a localizar lotes com defeitos mais rapidamente e permite definir uma correção e o motivo de tais falhas (sejam elas por máquina com defeito ou erro do operador, por exemplo).

Após o processo de fabricação, o rastreio continua da fábrica para distribuição e finalmente, até as mãos do consumidor. O maior desafio para rastrear produtos é que diferentes empresas estão envolvidas nesta jornada, tornando difícil o compartilhamento de informações e a confiabilidade dos dados – afinal, nem todos os responsáveis pela distribuição estão preparados para o rastreio.

Hoje, o avanço da tecnologia criou oportunidades nunca antes disponíveis para a rastreabilidade. A Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, focada na automação e novas tecnologias – têm impactado diretamente o setor de Logística na última década.

Quando aplicada à logística, o que chamamos de Rastreabilidade 4.0 não abrange somente a cadeia de suprimentos de ponta a ponta, mas também permite rastrear maquinários, paletes, empilhadeiras e outros objetos. O objetivo é monitorar a produtividade da logística e renovar a capacidade do negócio, desde que se saiba quando, onde e como estava um ativo dentro da complexa teia de processos em uma operação.

Rastreabilidade: como?

Em ambientes industriais e de missão crítica, três coisas são necessárias na rastreabilidade de ativos:

  • Periodicidade: o tempo entre cada verificação deve ser curto na proporção em que o ativo é importante para a empresa
  • Precisão: mudanças ocorridas (seja em localização ou outras condições) devem ser tratadas com precisão, e não estimativas
  • Confiança: qualquer dado enviado pelo rastreamento deve ser confiável o suficiente para justificar decisões sobre suas condições.

Gradualmente, as operações logísticas vêm tentando ampliar bastante a aplicação deste conceito em seus processos rotineiros. Quando se fala em rastreabilidade de ativos, estamos nos referindo a monitorar coisas como:

– carga

– veículos

– encomendas

– peças

– e até pessoas!

O rastreador de veículos, por exemplo, já é bastante conhecido por todos e se tornou praticamente uma commodity no mercado consumidor. Mas como fazer para rastrear qualquer coisa necessária em uma operação logística?

Para ajudar a resolver a demanda por rastreabilidade de forma abrangente, a Trackage dedicou anos de pesquisa e milhões de reais em investimentos para encontrar as melhores soluções para nossos clientes, seja em software (sistemas de computação) ou hardware (máquinas inteligentes).

Fazemos sempre a seguinte pergunta: o cliente já possui dados de rastreamento dos ativos que deseja monitorar? Se sim, criamos painéis de indicadores e algoritmos inteligentes para análise e tomada de decisão. Caso o cliente não possua dados de monitoramento, projetamos e implantamos a coleta com equipamentos de mercado ou nossos próprios equipamentos. Assim, conseguimos resultados como:

empilhadeiras que desligam automaticamente quando se aproximam demais de um pedestre distraído

crachás inteligentes que avisam quando um colaborador entra em uma área perigosa de uma construção

vacinas que não estragam com o calor do transporte, porque o motorista é avisado imediatamente caso a temperatura comece a subir dentro da caixa

cargas que enviam um alarme em tempo real caso sejam abertas fora do local de destino

rastreabilidade wms

Quer entender melhor como isso acontece? Então você precisa conhecer um dispositivo eletrônico com nome de doce.

O Alfajor

Para criar projetos piloto, baratear custos e gerar resultados mais rápidos, a Trackage criou um hardware que pode ser usado para rastrear qualquer ativo em qualquer lugar do mundo. Ele tem esse nome porque parece mesmo com o doce argentino: redondo e bom de usar. Essa é a foto dele:

rastreabilidade alfajor

Ele é composto de diversos sensores, cada um especializado em monitorar uma coisa específica, além de ser conectado à Internet. Por isso, é um equipamento que faz parte da famosa Internet das Coisas (IoT).

As estratégias da Trackage e do Alfajor levam em conta diversas condições. Leia cada uma delas para entender melhor como, por que e quando se deve planejar a rastreabilidade na gestão de ativos logísticos.

1. Localização

Para determinar a localização de um objeto, usa-se principalmente quatro tecnologias:

GPS, uma rede de satélites que orbitam nosso planeta e permitem a triangulação de algo na superfície da Terra com precisão

RFID, usando um pequeno chip cuja presença é captada por uma antena próxima e medida em distância de acordo com a força do seu sinal magnético

Beacons, que são como chips RFID com uma pequena carga elétrica, e por isso mais potentes. Também precisam de um equipamento leitor para determinar a distância até eles

WPS, ou wi-fi positioning system (sistema de posicionamento com wi-fi). Se for conhecida a localização geográfica de redes wi-fi próximas entre si, é possível estimar a posição do ativo pela força do sinal de rede

tecnologia rfid

Cada uma delas pode ser usada separadamente ou combinadas para aumentar a precisão da localização de um ativo. GPS, por exemplo, é importante para a rastreabilidade em lugares abertos. Wi-fi e beacons, em locais fechados. O RFID, além de ser usado no pedágio pelo Sem Parar, também está nos brincos de gado que passam por diferentes pontos de controle no pasto.

Como se vê, a localização é um dos principais objetivos da rastreabilidade, e o contexto em que ela mais avançou na logística.

2. Velocidade

Se velocidade é a distância no tempo, isso torna um sensor de localização importante para também determinar se uma coisa está andando rápido ou devagar… basta acrescentar mais inteligência ao dispositivo e medir a velocidade a todo o tempo, propagando essa informação para um servidor na rede.

3. Impacto

Uma carga sensível precisa ter preservadas suas condições físicas. Seja porque é feito de material frágil (como vidro) ou mesmo perigoso (TNT), um ativo pode sofrer sérias consequências caso seja mal acondicionado ou sofra impactos. O segredo é usar a velocidade para calcular a aceleração da carga, e gerar um alarme imediato se ela indicar uma mudança brusca demais. Basta definir a força do impacto que gera risco e ajustá-la no dispositivo.

Além disso, o Alfajor entra em modo avião automático quando está no bagageiro de uma aeronave. É também homologado pela Anatel.

4. Temperatura

Assim como no exemplo das vacinas, existem diversas aplicações em que a temperatura de um ativo precisa ser medida. Isso pode acontecer em ambientes fechados ou abertos, para determinar riscos para pessoas ou coisas. Podemos gerar alarmes e também gráficos importantes para análise de temperatura ao longo do tempo, detectando pequenos padrões que não são percebidos por humanos tão facilmente. 

5. Luminosidade

A exposição à luz pode danificar cargas sensíveis ou mesmo sugerir uma alteração relevante em seu acondicionamento. A principal aplicação do sensor de luminosidade é detectar essas condições e informá-las ao dispositivo, para então transmiti-las em tempo real.

6. Pressão

O barômetro é o aparelho que mede a pressão atmosférica, normalmente usando uma coluna de mercúrio para determinar esse valor em Bars. Mesmo assim, pode ser tão miniaturizado que divide o mesmo sensor que o de temperatura dentro do Alfajor. A pressão sofrida por um ativo pode indicar condições perigosas, ainda mais se houver detecção de impactos.

7. Manutenção

Sempre que se fala em Internet das Coisas para uso em rastreabilidade, existe uma variável importante: custos de manutenção. Para reduzir despesas relacionadas a dispositivos, a Trackage possui também um rastreador descartável com menos inteligência e sensores, somente para localização e transmissão.

Já o Alfajor não precisa ser substituído ou acessado manualmente, pois usa atualização OTA (over the air) – ou seja, é possível endereçar a reconfiguração de cada dispositivo individualmente usando sua funcionalidade de data roaming internacional. Isso reduz absurdamente o custo de atualização e manutenção.

Rastreabilidade: quando?

Como pudemos ver, a demanda pela rastreabilidade varia de acordo com o setor e ativos que cada empresa produz, distribui ou transporta. Com o texto acima, tentamos ajudar você a entender as possibilidades que a tecnologia permite hoje no monitoramento de ativos, e também mostrar exemplos de uso que podem evitar um volume massivo de pequenas despesas ou até mesmo acidentes fatais.

Os gestores têm percebido a tendência de digitalização da Logística, e vêm avaliando diferentes opções de rastreabilidade contrapostas à sua realidade de orçamento e situação fabril. Mesmo assim, a maioria desses gestores está imersa em uma enxurrada de problemas e tarefas no dia a dia, tornando difícil até mesmo criar projetos que meçam a produtividade da operação (mesmo que somente com observação manual, marcando tempos de duração de processos). 

Quando é a melhor hora para se implantar uma estratégia de rastreabilidade? Na opinião da Trackage, é o quanto antes. Detectar gargalos em processos, corrigir desvios nos tempos e movimentos de um setor, melhorar médias de produtividade e planejar como aumentar a receita são atividades cruciais para manter a empresa competitiva e a operação otimizada.

Se você sente que sua operação logística precisa melhorar a produtividade, reduzir tempos de processos e aumentar o controle sobre indicadores em tempo real, fale com a gente hoje mesmo – vamos com certeza ajudar você.

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